domingo, 18 de março de 2012

Resenha: Anjos da Noite: O Despertar

Título original: Underworld: Awakening
Gênero: Ação, Fantasia, Horror
Duração: 88 min
Ano de lançamento: 2012
Direção: Mans Marlind, Bjorn Stein
Roteiro: Les Wiseman, John Hlavin, J. Michael Stracczynski, Alisson Burnet
Produção: David Kern, Gary Lucchesi, James McQuaide, Tom Rosenberg, Skip Williamson, Henry Winterstern, Len Wiseman, Richard S. Wright
Orçamento: 70 milhões de dólares
Bilheteria nos Estados Unidos:  62.321.039  milhões de dólares (Dados de  4 de Março de 2012 )
Elenco: Kate Beckinsale (Selene); Stephen Rea (Dr. Jacob Lane); Michael Ealy (Detetive Sebastian); Theo James (David); India Eisley (Eve); Sandrine Holt (Lida); Charles Dance (Thomas); Kris Holden-Ried (Quint); 

Trailer:


Análise:


Saudações!  Hoje vou tecer alguns comentários sobre o filme “Anjos da Noite 4: O Despertar”. Esta é a mais nova parte da saga “Anjos da Noite” que com seus vampiros de visual super moderno, usando roupas de couro preto, e lobisomens de aparência extremamente bestial conseguiu uma grande fama. O contexto é um futuro não muito distante em que os humanos já sabem da existência de vampiros e lobisomens e os caçam. O visual dos vampiros e lobisomens não se alterou, a maquiagem e efeitos especiais usados nas transformações dos lupinos continuaram não me agradando. 
Apesar dos lobisomens serem bestas completas em suas “formas guerreiras” acho horrível não perceber traços de expressão em seus rostos. As faces dos lupinos são estáticas demais e isso não se deve à falta de recursos ou tecnologia, visto que hoje em dia tecnologia é uma das coisas que mais temos e dinheiro também não faltou para a produção. “Um Lobisomem Americano em Londres”, por exemplo, apesar de ser um filme de décadas atrás e com uma maquiagem artesanal supera em muitos graus os lobisomens de “Anjos da Noite”.
A fotografia permaneceu a mesma dos filmes anteriores. A escuridão é tão trabalha almejando criar uma atmosfera de terror, deduzo, porém isso não obtém sucesso porque a ação é tão explorada que chega a nos deixar saturados com tantas cenas de tiroteio e perseguição e só reforça a pobreza do enredo que não justifica esta nova parte da saga. Sim, penso que continuações sempre devem ter justificativas, afinal se uma história precisa ser contada mais uma vez deveria ser porque há uma necessidade em tal ato, quase que uma necessidade como a de respirar. Sei que isso pode parecer exagero de minha parte, mas se pensarmos assim muitas produções ruins poderiam ficar longe dos holofotes e longas-metragens que realmente mereçam a nossa atenção ganhariam mais espaço, todavia esta é mais uma evidência de como Hollywood acima de tudo preza o lucro.
 
Nenhum dos atores chega se destacar a ponto de merecer muitas observações. A única coisa que posso frisar aqui é que esperava, sou esperançoso demais, um amadurecimento na trama e um trabalho melhor dos atores. Acho que o enredo seria a oportunidade excelente para aprimorar as atuações, visto que o conflito dos seres humanos com esse mundo paralelo envolto em trevas (vampiros e lobisomens) poderia suscitar dezenas de questionamentos interessantes e ótimas cenas dignas dos melhores filmes de terror, filmes estes que não se atém ao terror em si, mas a uma mensagem que vai além do sangue derramado. Basta citar aqui casos como “Frankenstein” ou “Drácula” em que os monstros são usados como metáforas para debater acerca da condição humana e questões existenciais. Acredito que sou às vezes um espectador muito exigente, mas se faço isso é porque o gênero terror é aquele pelo qual nutro maior afeição.
Este filme foi lançado em muitas salas de exibição na versão 3D. Algumas pessoas elogiaram grandemente a beleza que o recurso conferiu ao longa-metragem, entretanto eu não ligo para isso, sempre priorizo o enredo. Recursos digitais etc não são capazes de fazer um filme bom e agradeço por ser assim, porque no dia em que máquinas sozinhas forem capazes de desenvolver bons filmes ou que a humanidade se tornar tão fixada por efeitos especiais a ponto de premiar filmes somente pela quantidade de explosões digitais acho que o fim da criatividade e senso crítico para a arte estará decretado. Acho que com “Anjos da Noite 4: Despertar” o 3D ganha um novo significado (3D: Desperdício de tempo; Desperdício de dinheiro (ingressos); Desperdício de salas de exibição que poderiam exibir algo melhor).
O único “mistério” da trama é tão previsível que na metade do filme já consegui descobri-lo. Vou lhes ser sincero, não há como se deter mais na análise do filme porque simplesmente não há muito para ser analisado. Eu tenho ideias melhores para filmes e acho que com os recursos necessários e a mão de obra indispensável poderia fazer um filme melhor do que este.  Não recomendo “Anjos da Noite 4: Despertar” nem mesmo para as noites chuvosas em que você quiser somente passar o tempo. 

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