quinta-feira, 31 de maio de 2012

Entrevista: Carolina Mancini

Carolina Mancini
Longos dias e belas noites, caríssimos leitores do Policial da Biblioteca! Hoje lhes entrego uma entrevista que fiz com a Carolina Mancini. Conheci a Carol, ou pelo menos o seu trabalho como ilustradora, inicialmente pelos seus desenhos para o livro "Livraria Limítrofe" do Alfer Medeiros, lançado pelo Selo Fantas da Estronho. Posteriormente tive o deleite de ler o seu conto "Anita" na antologia "Insanas...Elas Matam!" da editora Estronho. Mais recentemente ainda, adquiri um exemplar do livro "Em Busca do Arco-Íris de Sonhos" da Celly (Gisele) Borges com ilustrações da Carol. Então, decidi entrevistá-la para apresentar à vocês o trabalho dela, afinal o Policial da Biblioteca possui a função primária de incentivar os talentos de nosso próprio país!


Uma brevíssima Bio da Carolina Mancini:

Carolina Mancini é atriz profissional formada pela universidade São Judas Tadeu. Além de atuar, escreve prosa e poesia de diferentes temas além de pequenos textos dramáticos e faz desenhos amadores de temáticas fantásticas.


Agora vamos à entrevista!

Olá, Carol! Quero agradecer em nome do Policial da Biblioteca por nos conceder uma entrevista! Sempre que tenho a oportunidade de dialogar com pessoas cujos trabalhos mexem com minha imaginação me sinto profundamente feliz, afinal são as coisas que mexem com a nossa imaginação que fazem o mundo ainda possuir um pouco de magia.
Vamos direto para a entrevista agora, imagino que você seja uma pessoa ocupada e não quero tomar muito de seu tempo ^-^...

1 – Carol, como você já pode imaginar o meu primeiro contato com o seu nome, foi com ilustrações suas (Livraria Limítrofe), portanto minha primeira pergunta é: Como surgiu essa sua vontade de desenhar?
Olá. Primeiro sou eu que agradeço o convite e fico muito honrada em saber que pude despertar em ti uma das capacidades mais belas do ser humano, que é imaginar. Na verdade, eu desenho desde sempre. Antes mesmo de ir à escola, uma prima mais velha que desenhava muito, me ensinava os primeiros traços (rabiscos), e desde então eu não parei. E fico muito contente que tenha gostado dos desenhos que fiz para o Alfer Medeiros, também.


2 – Gostaria de saber como surgiu essa sua ligação com a Estronho e o Mundo de Fantas? Sinceramente, acho que a beleza de seus desenhos são perfeitos para o trabalho fantástico que a Estronho e o Mundo de Fantas fazem com os seus livros.
Eu conheci o Amado no lançamento de seu livro “Aos Olhos da Morte”, e posteriormente ele viu alguns de meus desenhos em meu blog. Com a chegada da Celly Borges à Estronho e o nascimento do Selo Fantas surgia o desejo de fazer algo onde pudéssemos somar texto e desenhos meus. Porém, foi quando eu menos esperava que eles me convidaram para o projeto. E foi justamente pensando nessa qualidade dos livros da Editora Estronho, e no trabalho caprichoso de ambos, que aceitei de imediato o desafio de fazer algo à altura deles.

3 – Após ser convidada para criar as ilustrações do projeto “Mundo Fantástico de Cor” como foi ainda ser surpreendida a escrever o terceiro volume? Já conferi o primeiro e posso dizer com firmeza: “Que livro sensacional!” E olhe que já sou “grandinho” kkkkkk
Que bom que gostou. Viemos para dizer que o lado bom de ser criança, nunca deve nos abandonar (risos). Para ser bem sincera, fui eu quem me ofereci para um terceiro volume. Enquanto lia os textos de ambos, senti a vontade de escrever algo também. A Celly e o Amado me incentivaram e assim o fiz. Eles aprovaram o texto e entrei na coleção.
Capa do volume de "Mundo Fantástico de Cor" em que a Carol é autora.
 4 – Contudo “Papel, caneta e o menino perneta” não será o seu primeiro contato com a construção de um conto para ser publicado, pois você já teve textos presentes nas antologias “Insanas... elas matam” e “Cursed City – Onde as almas não têm valor” (Estou esquecendo de algum?). Queria saber como foi essa transição de artes para você? E como vai ser poder aliar desenho e texto com o seu livro do projeto Mundo Fantástico de Cor”?
Além de “Cursed” e “Insanas”, publiquei em duas coletâneas de poesias, sendo uma delas sob o selo Estronho também (e teremos mais algumas esse ano). Na verdade, eu não senti essa transação, além do fato de que ando desenhando mais do que escrevendo. Eu realmente sempre desenhei, só nunca imaginei tornar-me uma profissional na área, ou fazer algo que não fosse apenas pelo meu divertimento e prazer (se bem que é tão gostoso fazer os desenhos para “O Mundo Fantástico de Cor”, que nem parece trabalho). Porém, é verdade que ter um livro com texto e ilustrações de minha autoria será uma experiência adorável, ainda mais que nele falarei sobre a deficiência física, um tema muito tocante para mim.

5 – Como você é uma desenhista e escritora de alta qualidade, achei “Anita” em “Insanas...elas matam” fabuloso, planeja futuramente criar alguma HQ? Apesar das HQs gringas fazerem um alto sucesso por aqui, acho que há espaço para trabalhos nacionais e aposto que seria um sucesso.
Poxa vida, com tantos elogios fico sem graça (risos). Sabe que me perguntaram isso essa semana? Não me imagino fazendo uma HQ, pois exige um grau de expressividade e repetição sobre a qual não possuo controle. Mas não posso dizer que nunca farei. Eu não penso nisso hoje, mas se algum dia me sentir preparada e existir uma história que queira contar nesse formato, não hesitarei em fazê-la.

6 – Pesquisando um pouco sobre você descobri que além de desenhista e escritora você possui formação em teatro. Você já possui alguma montagem de sua autoria? Queria que você comentasse como o desenho e a escrita afetam seu trabalho no teatro, afinal acho que as artes se complementam.
Sim, as artes se somam, ainda mais no teatro! Essa é outra coisa engraçada. Eu fui fazer teatro porque queria contar histórias. Quando se está no palco, doando sua voz e seu corpo para um personagem, e ao mesmo tempo, vendo no público onde você o toca mais, fazendo-o rir, chorar, ou refletir, é a melhor sensação do mundo. Assim, nem tanto o desenho, mas o olhar dedicado às imagens, foram cruciais em elaboração e execução de cenários. Infelizmente, ainda não pude montar um texto meu, mas é um desejo para breve.

7 – Em nossos passos pela vida é normal buscarmos referências e adquirirmos influências em nossos trabalhos, logo queria saber quais são os teus guias? Quem você tem como um exemplo ao desenhar, escrever e atuar?
Eu costumo construir essas referências de pessoas próximas, muito mais do que grandes mestres. Minhas influências são alguns de meus professores (aqui entram atores que admiro e pessoas que fazem obras fabulosas, que pode se encontrar em evento, pegar um autógrafo, tirar uma foto e dizer ali na hora, o quanto seu trabalho é admirável. É claro que tenho meus ídolos “acadêmicos” como Poe, Goethe, Agatha Christie, e na dramaturgia, eu diria Samuel Beckett, Bertold Brecht, Gorki e Tchekov (caras que li na faculdade e mudaram minha vida), como também me perco olhando as obras de René Magritte. Eu também acredito que tudo é nosso repertório, aquele desenho da infância, o filme que nos tocou, o olhar daquela atriz no teatro, enfim... São essas estrelas dispersas e espontâneas que me fazem querer seguir.

8 – Carol, você tem planos de escrever um livro solo? Se sim, pode nos contar um pouco sobre isso?
Acho que planos a gente sempre tem. E faz tempo que quero ter um livro de contos só meu. Mas desde que tive a ideia, até hoje, muita coisa mudou. Posso dizer que o projeto foi para a gaveta e não tem pressa de sair, até que eu me decida sobre tudo que ele precisa dizer, e como.

9 – Por último quero deixar um espaço para você deixar algum recado para os seus fãs.
Uhn... não sei se tenho fãs não (risos), tendo leitores, gente que curta meus desenhos, e amigos, é tudo que preciso. Mas já que eu posso dizer algo, vou deixar aqui uma frase minha que, ao menos pra mim, faz sentido em todos os momentos, e guia meus passos: “Nós inventamos todas as necessidades que nos aprisionam. Então, vamos começar a escolher aquilo que nos liberta.” Ah! E leiam autores nacionais e assistam peças de teatro sem atores famosos, faz um bem danado (risos).

Carol, muito obrigado pela entrevista e foi um prazer conversar contigo! Sempre que quiser divulgar seus trabalhos pode falar com o Policial da Biblioteca, pois será um prazer poder contribuir com algo tão belo!
Eu que, mais uma vez, agradeço. Foi muito legal e o trabalho do Policial da Biblioteca é de alta qualidade, me deixando ainda mais feliz pelos comentários e espaço. Obrigada mesmo. 

Pessoal, o que posso dizer depois dessa entrevista? Que demais! Adoro mesmo quando tenho a oportunidade de conversar com pessoas que me fascinam pelo seu trabalho que mexe com minha imaginação! Desejo muito sucesso para a Carol! Ela foi muito atenciosa com o Policial da Biblioteca. Abraços à todos e até outro momento! Quem conhecer um pouco mais da Carol e seu trabalho pode visitar o seu blog "Carolina Mancini"
Lembrem-se que ainda está acontecendo a promoção que dará um exemplar do livro "Livraria Limítrofe"+Brindes para um único sortudo! Participem!

As ilustrações em preto e branco foram retiradas do site "Livraria Limítrofe" e são de autoria da Carol.

2 comentários:

  1. Respostas
    1. Carol, a Priscilla e eu agradecemos demais pela sua generosidade em conceder uma entrevista ^-^

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