Imagino se houve tempestade igual a esta.
Ando em meio à multidão, com seus guarda-chuvas negros, capas de chuvas
transparentes. Uma criança em uma capa de chuva de um azul claro pula em
uma poça e a água espirra em minha calça. A mãe puxa o menino nervosa e
por um segundo a criança olha nos meus olhos, porém é algo muito
rápido. Ela logo segue de mão dada com a mãe.
Ninguém olha diretamente para mim. Ninguém realmente me vê.
Acho que o cachorro me vê. Ele está me seguindo há muito tempo.


