Autor: Edilton Nunes
O senso comum está
atrelado ao conceito de compreensão do mundo, resultado de uma herança
sociocultural e de experiências de determinamos grupos sociais, incluindo-se ai
a concepção de “conhecimento” coletivo. São opiniões não conclusivas e não
fundamentadas, com base numa suposta sabedoria popular. É como se o povo, ao
acatar uma ideia especifica, estivesse plenamente certo dela, sem que para isso
precisássemos de qualquer corroborativa exterior que pudesse afirmar que tais
argumentos são irrefutáveis. Não é necessário ser especialista no assunto para
chegarmos a conclusão de que as coisas não funcionam bem assim. Usemos, como
exemplo, a recente iniciativa do Governo Federal, que em um atino repentino de
boa vontade decidiu, sem qualquer tipo de planejamento pedagógico prévio,
adquirir e distribuir 900 mil tablets para professores e alunos do ensino médio
em 57 mil escolas publicas, num programa batizado de “Inclusão Digital”. Serão,
ao todo, 600 mil tablets para professores e 300 mil para alunos. O senso comum
nos diz que tecnologia aplicada na educação é uma ótima ferramenta para o
desenvolvimento cultural dos nossos alunos. Entretanto, não podemos afirmar com
convicção que tal afirmação é verdadeira, principalmente se fugirmos dessa
esfera de opinião publica e nos atermos aos detalhes.


